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COLÓNIA DE FÉRIAS FECHA PORTAS A 2 DE DEZEMBRO. E DEPOIS? - Radio SFM 98.1

COLÓNIA DE FÉRIAS FECHA PORTAS A 2 DE DEZEMBRO. E DEPOIS?

A Colónia de Férias da Torreira, gerida pela Fundação Bissaya Barreto desde 1996 e ao abrigo do acordo celebrado com o Centro Regional de Segurança Social do Centro, foi, até ao momento, uma valência eminentemente social destinada a garantir a diferentes grupos etários e famílias, em situação de maior vulnerabilidade socioeconómica, o direito ao gozo de férias e lazer, em condições dignas e ambiente salutar.

Devido ao corte por completo no financiamento que a Segurança Social prestava à Fundação, na ordem dos 100 mil euros mensais, a Fundação Bissaya Barreto vê-se obrigada a encerrar a Colónia de Férias da Torreira. O contrato de concessão entre as duas entidades cessa dia 2 de dezembro e a partir de fevereiro do próximo ano o edifício ficará formalmente devoluto.

A Fundação, que até então detinha o direito de preferência relativamente aos novos contratos de comodato, declinou o direito de preferência em absoluto, o que pressupõe que neste momento a continuidade da ocupação daquele edificado não passará pela mesma.

Joaquim Baptista, Presidente da Câmara Municipal da Murtosa, mostra-se apreensivo perante esta situação, tendo já contactado com o Secretário de Estado no sentido de apurar a possibilidade de abertura do estado, em colaboração com a autarquia, para encontrar respostas, sejam elas nas áreas do turismo, social, alojamento, etc.

Não quero que aquilo se declare prescrito a favor da direção geral de património porque se assim for trata-se de um edificado que será vendido em hasta pública daqui a alguns anos e até lá será alvo de actos de vandalismo que levarão à degradação completa daquilo.” referiu o Presidente do Município da Murtosa em entrevista à SFM.

Consciente que a Colónia de Férias era a principal entidade empregadora da Torreira, que extingue assim três dezenas de postos de trabalho, afirma que tem interesse que o edifício se mantenha activo, pois trata-se de um equipamento que segundo ele, devido às suas características, gera dinâmicas económicas que não sendo directas são indirectas também na comunidade local. 

Joaquim Baptista levanta o véu e assegura que o município em colaboração com o estado tem andado no terreno à procura de soluções, afirmando que já existe uma ou outra entidades que se encontram a fazer estudos de viabilidade quanto à exploração do edificado. No entanto, existem condicionalismos difíceis de ultrapassar, nomeadamente o investimento significativo no que diz respeito à adaptação do edificado que é necessário fazer, a sazonalidade da região e a situação geográfica.

A câmara municipal não é solução, não temos vocação para gerir aquele tipo de equipamentos, não temos viabilidade económica nem financeira para o suportar, não temos condições para contratar os recursos humanos necessários. Está posto de parte independentemente da área de serviço que se viesse a desenvolver. Podemos ser um meio para atingir um fim.” afirma o autarca.

A Colónia de Férias da Torreira encontra-se assim na sua fase terminal, deixando crianças, jovens e adultos nostálgicos, pois este espaço deu-lhes a oportunidade de conhecer e vivenciar um território que se não fosse este equipamento social não teriam motivação para o fazer.




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